O ano da eólica
Foto: Usina Eólica de Osório (RS) - Divulgação
Hoje sabemos as catastróficas consequências da utilização dos combustiveis fósseis no meio ambiente, e que há muitas formas de energia disponíveis.
A maioria das soluções de energia alternativa, como hidrogêncio, biomassa e energia nuclear são insuficientes, perigosas e só existem para perpetuar a estrutura lucrativa que a indústria criou.
Quando olhamos além da propaganda e das soluções convenientes apresentadas pelas companhias de energia, descobrimos uma fonte infinita de energia renovável e abundante para geração de força.
As enerigas solar e eólica são conhecidas do público, mas o potencial real desses meios continua desconhecido.
A energia solar é tão abundante que uma hora de luz ao meio-dia contém mais energia do que o mundo inteiro consome em um ano. Se pudéssemos captar 1 centésimo dessa energia, o mundo nunca precisaria usar petróleo, gás ou coisa do tipo.
A tecnologia hoje dispomos. Mas, ainda existe a obstrução das grandes empresas interessadas em manter a estrutura de poder energético já estabelecida.
Porém, há a energia eólica.
Ela vem sendo denunciada como fraca e impraticável, por depender da localização.
Mas estudos de Harvard afirmam que a força dos ventos é a mais abundante fonte de energia do planeta, capaz de suprir a demanda elétrica do mundo inteiro.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos também afirmou que, se o vento fosse aproveitado em 3 dos 50 estados americanos, ele poderia gerar energia para o país inteiro.
No Brasil, a perspectiva é ainda melhor, pois temos um dos maiores potenciais eólicos do mundo.
Só o nordeste é capaz de gerar energia suficiente para suprir a demanda atual do país, segundo o CPTEC.
A PUCRS Recentemente divulgou um estudo afirmando que, o potencial eólico do litoral do Rio Grande do Sul é suficiente para suprir a demanda de energia do estado. Além disso, a usina de Osório, até ano passado a maior do país, terá sua potência duplicada.
O jornal da Energia anuncia: a potência eólica instalada no país cresceu 77% ano passado (no mundo, 31%) e o setor eólico brasileiro crescerá 66% em 2010.
O Brasil está descobrindo a força de seus ventos.
É o ano da eólica.